sábado, 10 de abril de 2010

Proposta de Intervenção

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Rio Arrudas
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Antes
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Depois
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Nossa proposta para o projeto do rio Arrudas compreenderia a parte do ribeirão que passa pela Avenida dos Andradas, da estação Santa Tereza até a estação Santa Efigênia de metrô.
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Nesse projeto buscamos a renaturalização do Arrudas, além da implantação de um maior número de passarelas exclusivas para pedestres e ciclistas, sendo que uma delas será mais larga e terá um coreto em seu centro com placas informativas sobre a nascente, afluentes , extensão do rio, entre outros.
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Propomos também o aumento da área de vegetação e de bandos na área criando espaços de convívio social, construção de playground para as crianças, acento tipo arquibancada voltado para o rio destacando sua importância e marcos de distância na pista de corrida na forma de tronco de árvore.
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Outra proposta é substituir os paredões de concreto, que limitam o leito, por pedras cor de âmbar (típicas de rios e cachoeiras) que ficariam incrustadas no cimento e os córregos que ali deságuam teriam um acabamento que remetesse a cachoeiras naturais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Garimpo

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Entendida a cidade como um estabelecimento de edificações e usos dentro de um espaço, mesmo que não precisamente delimitado, podemos situar as “topias” no plano material (edificações) e virtual (usos). Isotopia remete-se a semelhança, planificação ou conexão aparente entre a identidade de um ou mais espaços ou a forma de apropriação deles. Em oposto, heterotopia representa a expressão das diferenças, distâncias e particularidades existentes entre as citadas esferas da habitação (edificação e uso). Já utopia, como representante do objeto não existente no plano material, mas somente no conjunto das idéias humanas, conforma-se a partir do desejo de existência física deste espaço imaginário, ou mesmo das possibilidades oferecidas por ele a serem incorporadas no esquema já existente no presente.


Um olhar particular nos revela interpretações diversas sobre a cidade em destaque, Belo Horizonte. Contudo, historicamente remete-se a primeira cidade planejada do país e com relevante influência da “belle epóque” européia Belo Horizonte foi inaugurada em 1897, composta por uma arquitetura contemporânea e eclética.
Contrastando com a solidez natural das montanhas, a rigidez humana dos edifícios instalou-se definitivamente e em meados da década de 30 foi iniciado o processo de
verticalização da cidade. Fato este, juntamente com várias mudanças que sofria a cidade, desencadeou um acelerado crescimento urbano. E aos poucos Beagá foi adquirindo características dignas de uma metrópole, fonte de desenvolvimento e instalação da mão-de-obra da massa humana controlada por monopólios industriais.


Hoje, séc. XXI, Belo Horizonte ainda se mostra em formação e mutação, ou seja, o que antes era um espaço isotópico tem se tornado heterotópico e vice-versa, conforme a necessidade do desenvolvimento da cidade.
Ao saímos pelas ruas de Belo horizonte, notamos que os espaços se diferem, se sobrepõem ou mesmo, simplesmente, mudam de perspectiva conforme a interpretação ou a forma que é usado pelo observador.

As ruas e avenidas do centro cidade podem ser consideradas espaços isotópicos, onde a presença das linhas retas são comumente utilizadas e diferem-se somente pelas suas distâncias. Em contrapartida, a de se notar as praças e parques da cidade, locais que por suas particularidades são caracterizados como heterotópicos, pois se diferem tanto usualmente quanto visualmente dos outros espaços. Como exemplo a Praça Sete de Setembro, Praça da Liberdade, Parque Municipal, Parque da Gameleira dentre outros. Há locais que se confundem como os shoppings centers, que podem ser considerados como heterotópicos pela sua aversão a cidade, como também isotópicos pelas suas estruturas padronizadas.



Em outros espaços ocorre uma mudança momentânea, como a Av. Afonso Pena, que em um dia da semana, domingo, deixa de ser um espaço isotópico para dar lugar a Feira de Artesanato conhecida como Feira Hippie, tornando-a assim um espaço heterotópico. Já nos edifícios conhecidos como “Torres Gêmeas”, localizados no bairro Santa Tereza a mudança foi definitiva. Um par de prédios destinados a serem ocupados de forma lícita logo tornar-se-iam um espaço isotópico, contudo isso não ocorreu, ainda inacabada a obra foi ocupada por sem-tetos. Sua fachada em tijolos à vista e a forma como é utilizado contrasta com a região tornando esses monumentos um espaço heterotópico.


A acrescentar, é notável na cidade a presença de espaços neutros e não-lugares, aqueles que quase não reparamos, que nos fazemos indiferentes diante deles, como alguns cruzamentos, pontes e passagens, ou seja, caminhos transitórios. Complexo de viadutos da Lagoinha, cruzamentos no centro de Beagá dentre outros exemplos.



Portanto, como profissionais de arquitetura e urbanismo, é nosso papel nos qualificarmos de modo que não aprendamos somente a saciar as vaidades da sociedade, mas também as suas necessidades enquanto componentes de um centro urbano em constante crescimento.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ponte Magdeburg (Alemanha)

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Uma ponte passa acima de um rio e serve para levar automóveis e pessoas de um lado a outro, através da terra, certo? Errado! E o argumento para isso é a ponte Magdeburg, na Alemanha.
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A fim de encurtar as viagens de barco pelo rio Elba — um dos maiores da Europa —, a ponte foi construída para conectar dois canais navegáveis da Alemanha, e escoa parte da produção industrial do país. Durante seis anos, de 1997 a 2003, a construção da Magdeburg minou meio bilhão de euros do governo.
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Os números são impressionantes: 918 m de comprimento, 4,25 m de profundidade e 34 m de largura. A construção demandou 64 mil metros cúbicos de cimento.
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Trabalho realizado por Joice e Patrick
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Fonte: http://spintravel.blogtv.uol.com.br/2009/01/31/pontes-incriveis-magdeburg-alemanha--parte-2-de-10
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Garimpo - André * Lázaro * Patrick

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http://www.youtube.com/watch?v=C5USK8Kez0g

quarta-feira, 24 de março de 2010

Disse que me disse: MC Escher

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Maurits Cornelis Escher foi um artista gráfico holandês que, apesar de seu mau desempenho como estudante, tornou-se bastante talentoso e criativo em representações de estruturas de espaço, de superfície. Desenvolvia muito formas simétricas, geométricas, explorando em uma mesma imagem diferentes perspectivas bidimensionais e tridimencionais.
Em sua obra, podemos notar o fascínio de Escher pela matemática, pela geometria, sempre empregando técnicas e símbolos dessas áreas do conhecimento em sua arte. Em "Cada vez mais pequeno I" (1956), Escher constrói uma composição que tende ao infinito. Trata-se de um amontoado de répteis simetricamente unidos numa malha que, da margem ao centro da figura, diminuem de tamanho provocando um efeito de profundidade, como se fosse uma progressão fractal.

Escher criou também algumas obras conhecidas como "Construções Impossíveis". É possível notar até uma certa influência do surrealismo em "Queda de Água" (1961). À primeira vista, nota-se um percurso normal por onde passa a água que move um moinho. Mas, ao analisar a imagem, vê-se que Escher, jogando com técnicas de perspectiva, cria um sistema cíclico impossível, uma ilusão de ótica. Na mesma imagem, no canto inferior esquerdo, nota-se algo que seria um jardim ou uma área de vegetação ornamental, porém, trata-se de um ecossistema aquático, submerso; o que realça a sensação de absurdo. Ao fundo da construção, nota-se uma elevação que se desenvolve em curvas de nível, o que interage com o percurso d'água desenhado em degraus pelo ilusionista Escher.

Enfim, Escher, através de cálculos matemáticos e de seu jogo mágico com diferentes perspectivas, consegue construir imagens elaboradas e fantásticas.
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Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/escher/index.html
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quarta-feira, 17 de março de 2010

A Trilogia Qatsi

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Nesse começo de curso, vendo a filmografia oficial da disciplina Oficina de Fundamentação e Instrumentação, fiquei curioso para assistir esse "Kitchen Stories" de Bent Hamer. Estou baixando-o da net com direito a legendas em português. Assim que terminar, disponibilizo uma cópia para quem quiser.

Mas não era isso que queria comentar... acabei lembrando de um excelente documentário que assisti: Koyaanisqatsi (1983) de Godfrey Reggio, uma obra-prima sem diálogos nem comentários que combina perfeitamente música e imagem. A trilha sonora minimalista de Philip Glass contribui para a atmosfera hipnótica e facinante do filme. Recomendado para quem se enteressa por Arquitetura. Teve duas continuações: Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002), esse último, até ontem, não havia assistido. Acabei o achando completo para assistir no youtube dividido em 9 partes. Infelizmente, a qualidade das imagens estão ruins, para um filme feito para assistir no telão. Mas... já é alguma coisa. Por coincidência ou não, notei algumas semelhanças entre Naqoyqatsi e o texto "O Que É Cidade?" de Raquel Rolnik. Percebe-se no filme a dicotomia entre "natureza artificial", criada pelo homem, e "natureza primordial", que seria obra divina. A primeira imagem do filme é uma representação da Torre de Babel. Em seu texto, Rolnik diz que Babel "surgida para reunir os homens, impedindo que se espalhassem por toda a Terra, acabou por separá-los. O mito de Babel expressa a luta do homem por seu espaço vital, no momento de sedentarização". Rolnik descreve também a cidade como escrita, memória; como política; e como mercado. Tudo isso é representado nesse filme que prioriza a montagem, a justaposição de imagens, sempre em sincronia com a música. Não irei prolongar mais, pois vai estragar a surpresa. Abaixo, o link da 1.a parte de Naqoyqatsi...

http://www.youtube.com/watch?v=v-y2I0TYxb0